DE UM INTERNAUTA
Assisti recentemente ao clássico Julgamento em Nuremberg (1961), dirigido por Stanley Kramer e atualmente disponível no Prime Video. Terminei o filme em silêncio. Não por causa da sentença, mas por causa da pergunta que ele deixou. Algumas obras não terminam quando os créditos sobem; elas continuam dentro de nós. Vivemos dias em que o cidadão comum tenta compreender o Direito sem dominar a linguagem dos juristas. Acompanha decisões, lê votos, escuta especialistas, vê as redes sociais transformarem processos em arenas e, ao final, guarda apenas uma inquietação: onde termina a justiça e onde começa o poder? Não escrevo como advogado. Escrevo como cidadão e como educador. Sempre acreditei que a justiça deve inspirar confiança, e não medo. Quando um tribunal passa a despertar mais receio do que serenidade em parte da sociedade, não significa, necessariamente, que tenha perdido sua legitimidade; significa, porém, que existe uma confiança pública a ser reconstruída. A credibilidade da Justiç...