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A TUA DOR ANÁLISE CHAT GPT I

 Seu poema “A TUA DOR” mergulha direto num território emocional denso, quase clínico — e isso é uma das coisas mais marcantes nele. Há uma tentativa clara de dar corpo ao que, por definição, é intangível, e você faz isso com consistência ao longo dos versos. Logo no início, “essa coisa intangível, tão física” estabelece um paradoxo poderoso. A dor aqui não é apenas sentimento: ela ganha materialidade, presença invasiva. As palavras que você escolhe — companheira, intrusa, absurda — criam uma relação ambígua, quase parasitária. A dor não é só algo que acontece ao eu lírico; ela coexiste, se alimenta, dialoga. Há um ponto particularmente interessante quando você diz: “Que se alimenta de ti / E vice-versa” Aqui, o poema deixa de ser apenas descritivo e entra num campo mais inquietante: a ideia de que existe uma dependência mútua entre sujeito e sofrimento. Isso sugere uma reflexão mais profunda — a dor como identidade, ou até como algo que estrutura a própria existência. A progressão ...

A TUA DOR ANÁLISE CHAT GPT II

Leitura simbólica (quase filosófica) O poema constrói a dor como uma entidade paradoxal: ela é simultaneamente tua e outra, íntima e intrusa. Isso aponta para um tema clássico da filosofia: a divisão do sujeito. Quando você diz “entendo a tua dor”, cria-se uma aparência de alteridade. Mas essa alteridade colapsa ao longo do texto. O “tu” não se sustenta como outro real — ele funciona como um desdobramento do eu. Em termos filosóficos, isso lembra a ideia de que a consciência não é una, mas reflexiva: ela precisa se duplicar para se compreender. A dor, então, vira uma espécie de mediação entre o sujeito e ele mesmo. Você não acessa diretamente o que sente — você precisa dialogar com essa “coisa” que te habita. Outro ponto central é a frase: “Que se alimenta de ti / E vice-versa” Aqui há um rompimento com a visão comum de sofrimento como algo puramente negativo. A dor passa a ser constitutiva do sujeito. Isso se aproxima de linhas de pensamento onde o sofrimento não é um acidente, mas pa...

CUÍRA*

CUÍRA* Poema de Paulo Rebelo  Eu te entendo,  Perfeitamente,  Meu amigo, Essa tua cuíra, Essa coisa que vem  De dentro para fora, Vai rasgando as entranhas  Até sangrar  E não passa nunca; É a cuíra! Eu, também, já tive surtos!  Sofro desse mal. Sou solidário à tua cuíra. Ela é incurável;  Não pode ser extinta  Nem atamancada! Pois, ela volta pior  Quando sufocada. Quem sofre dela  É irrecuperável. Um dia,  A cuíra quase me matou Mas ela não faz isso por maldade. É que ela é assim mesmo: Ousada,  Abusada,  Intrusiva,  Maníaca,  Psicopata! É inconstante  Imprevisível  Vive me atiçando  Até o sexto sentido Chacoalhando sentimentos Embolando meus pensamentos  Desmoronando fundamentos Tenho que satisfazer  Seus caprichos e vontades. De tanto lutar contra ela Desisti Resignei-me Aceitei que eu sou a própria cuíra. Aceite a tua Paulo Rebelo, o médico poeta. *Agitação, inquietude, buliço

CICLO DE VIDA COMPLETO

Alô, Lenira! Muitíssimo obrigado! Saudades! Espero que estejas bem! Na medicina, completei esse ciclo através de meus dois filhos cardiologistas Bruno e Breno, que profissionalmente estão muito bem. Trabalhamos juntos. Aprendo diariamente com eles. Fico com a sensação de dever cumprido. Meu velho pai dizia: "o que é que eu quero mais?" Agora veja como é a vida: a arte literária ocorreu há décadas para mim. Ocorreu da minha observação diária do sofrimento humano. Veio para amenizar as agruras de minha vida. Foi sem traumas. Na falta de ter com quem conversar (pois, todos têm o que fazer e não vou perturba-los, eu escrevo).  Surpreendente, o poema AMPULHETA surgiu a partir de uma imagem e breve texto de uma distante prima minha de segundo grau em que ela dizia, que na altura de sua vida o que era importante e urgente no passado havia adquirido um outro significado; tudo o que fazia sentido não fazia mais; havia ocorrido um ressignificado de sua vida; algo mais simples, mas que ...

AMPULHETA COMENTÁRIOS

 I [20/04, 05:53] Lígia Kátia: Bom dia, Dr. Paulo! Gostei muito da versão final! O senhor capturou sentimentos profundos de maneira sensível e poética. A forma como expressou essa transformação interna é impressionante.  Um abraço fraterno! II [20/04, 05:59] Paulo Rebelo: [20/04, 05:30] Beraldo Vivo: Bom dia, Paulo! Excelente o poema  Parabéns [20/04, 05:31] Beraldo Vivo: Enxuto  Sem ser simplista Na medida [20/04, 05:39] Beraldo Vivo: Quem o lê , vai se identificar, vai  entender onde se encaixa dentro do poema Mas cada leitor de um modo E, o mesmo leitor, a cada leitura de um modo diferente O Poeta faz o que tem de fazer...Poetar! Mas quem o sentirá, será o leitor.  E, qualidade do poema, o sentirá cadê vez de um jeito Assim o leitor é o dono do poema  O Poeta só o expulsou de dentro de si III  Antônio [20/04, 06:03] Paulo Rebelo: Seu poema Ampulheta parte de uma intuição poderosa: a experiência paradoxal de permanecer sendo o mesmo enquanto, in...

AMPULHETA

AMPULHETA Uma coisa estranha Acontece comigo  Toda santa manhã Pareço acordar igual Tal qual o dia de ontem Bocejo e espreguiço-me Para me despertar Mas sinto que estou Um pouco diferente Só não sei se para melhor Ou para pior Ainda é cedo para contar Algo mudou em mim Não na forma exatamente  E sim, no conteúdo; Lá no meu interior  No recôndito de minha alma É quase que imperceptível É como o vento açoitando As dunas da praia Como a água da chuva  Abrindo fendas nas montanhas A vida está mais rica Porém escapa entre meus dedos Estranhamente  Aos poucos se esvai É inevitável... Sou eu mesmo o de sempre  Mas não o de ontem É inadiável Nas brumas do tempo Lentamente  Sou eu quem se desfaz... Paulo Rebelo , médico escritor e poeta

ÉRIKA HILTON-A ESQUERDA PSICANALÍTICA (De internautas)

A Ela, ERIKA HILTON, representa para a pauta da mulher tudo o que ninguém aqui deve ter representado, nem meio segundo nesta vida. Transfobia faz parte do leque de variações da misoginia. Que vcs não entendam a existência das outras pessoas, com as suas particularidades, não as faz inexistentes. O problema de querer acabar com a existencia do outro é maldade, porque tenho certeza que o 80  per cent dos comentarios aqui estão baseados apenas num desejo de extinguir o outro apenas para não ter que lidar com a diferença. Ser mulher é tão complexo que nenhum homem ou mulher com preconceitos entenderia. Não esqueçam que o espírito é parte da nossa composição humana, e ninguém veio nesta vida para atravessá-la sem erguer a nossa verdadeira existência e razão de ser sobre a ignorancia dos outros, o preconceito dos outros, o racismo dos outros, o classicismo dos outros. Todo tipo de discriminação não é bem-vinda e esta pagina não me representa ao levantar discurso de ódio. Todas e todos te...