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AUSÊNCIA POEMA ANÁLISE POR I.A.

 📖 Análise Literária do poema Ausência O poema de Paulo Rebelo, “Ausência”, trabalha com a temática da perda e do vazio existencial. A estrutura é marcada por versos livres, sem rima fixa, o que reforça a fluidez da experiência emocional descrita.   - Tema central: a ausência é apresentada não apenas como falta física de algo ou alguém, mas como uma força que invade o sujeito, preenchendo-o paradoxalmente com o vazio.   - Imagens poéticas: metáforas corporais (“arde o peito”, “corre por entre minhas artérias”) intensificam o impacto da ausência, transformando-a em experiência física e visceral.   - Contradição: há um paradoxo entre liberdade e prisão — o espaço da ausência dá liberdade, mas também aprisiona na solidão.   - Temporalidade: o eu lírico sente-se “tão efêmero, tão mortal”, revelando uma consciência aguda da finitude humana.   🧠 Análise Psicológica Do ponto de vista psicológico, o poema pode ser lido como expressão de u...

HANNA ARENDT

 Já tinha nos avisado setenta anos atrás: o verdadeiro perigo não é fazer as pessoas acreditarem em mentiras. É fazer com que desistam completamente da verdade. Hannah Arendt, filósofa política alemã, sobreviveu à ascensão do nazismo, fugiu da Europa e passou o resto da vida perseguindo uma pergunta assustadora: como uma sociedade “civilizada” consegue cair num pesadelo totalitário? Em 1951, ela publicou As Origens do Totalitarismo — um livro que hoje soa ainda mais atual. A ideia central de Arendt era simples e brutal: regimes totalitários não vencem convencendo. Eles vencem destruindo a capacidade das pessoas de pensar. E ela resumiu isso numa das suas frases mais famosas: > “O sujeito ideal de um regime totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convicto, mas alguém para quem a diferença entre fato e ficção — entre verdadeiro e falso — já não existe.” Leia isso de novo. O objetivo não é fé. É confusão. É cansaço. É jogar tantas mentiras, versões e contradições em ci...

AS FRASES ANTOLÓGICAS DE LULA 20.05.2026

 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 AS FRASES ANTOLÓGICAS DE LULA: GAFES & MENTIRAS, que demonstram sua arrogância, bravata, demagogia, ignorância, imbecilidade, expondo o seu mau caráter. Eis a razão a qual, pessoalmente, tenho ojeriza a esse homem. Por Paulo Rebelo  1- "Não existe uma viva alma mais honesta do que eu nesse país"; 2-"Tenho que mentir, o político tem que mentir, porque é bem mais fácil acreditar na mentira"; 3-"...a direita tem mais facilidade de que nós com um discurso fascista...nós enfrentamos o discurso da familia, do patriotismo ou seja, o discurso contra tudo aquilo que, historicamente, aprendemos a combater"; 4- "A elite brasileira é escravagista. Temos uma classe média brasileira que ostenta muito, que nenhuma classe média existe no mundo... uma classe média que ostenta um padrão de vida que não tem na Europa. As pessoas são mais humildes. Na América Latina, a classe média ostenta um padrão de vida acima do necessário”; 5- "...o pobre gost...

EDUARDO E BETH 3

 [19/05, 12:06] Paulo Rebelo: O quadro "The Doctor" (O Médico) é uma famosa pintura a óleo de 1891 do artista britânico Sir Luke Fildes. Ela é amplamente reconhecida como um dos maiores símbolos históricos da relação médico-paciente e da compaixão na medicina. [19/05, 12:06] Paulo Rebelo: Amigo-A,  o poema a seguir VISITANDO UM AMIGO ocorreu numa situação muito particular na minha vida, quando visitei um grande amigo seriamente enfermo à beira do leito e que veio a falecer poucos dias depois. Gostaria de compartilhar esse momento contigo através desse texto.  Há uma história por trás disso. Ei-la. Esse grande homem (o irmão mais velho que nunca tive), acabou falecendo desse AVC. A sua esposa me lembrou desse poema escrito há muitos anos e eu havia arquivado e nunca publiquei. Alô, Maria, boa madrugada! Encontrei o texto do Pedro-Visitando um amigo. Mande-me o teu e-mail. Uma sugestão: creio que poderia dar um quadro se te aprouver. Entre uma e outra coisa, passei boa part...

BETH E EDUARDO

Há uma história por trás disso. Ei-la. Esse grande homem (o irmão mais velho que nunca tive), acabou falecendo desse AVC. A sua esposa me lembrou desse poema escrito há muitos anos e eu havia arquivado e nunca publiquei. Alô, Maria, boa madrugada! Encontrei o texto do Pedro-Visitando um amigo. Mande-me o teu e-mail. Uma sugestão: creio que poderia dar um quadro se te aprouver. Entre uma e outra coisa, passei boa parte do domingo procurando o poema nos meus arquivos, e pimba! Achei. Ao relê-lo, lembrei-me do momento meio que aflito e ansioso em que esperava encontrar o Pedro consciente, ainda que sonolento ou torporoso pelo AVC, e ao vê-lo com sua consciência totalmente abolida, emocionei-me a ponto de chocado, temi pela sua vida; custou-me a aceitá-lo naquele estado, um homem outrora tão espirituoso. Prontamente, me refiz logo imaginando estar conversando com ele. Foi algo instintivo e quase que natural. Conscientemente montei um cenário na minha cabeça em que o visitava na sua cas...

CRÍTICA-CACOS/Antônio Soares

É um poema de forte tom confessional e introspectivo. Ele utiliza a clássica metáfora da vida como uma jornada (ou caminho), mas subverte a ideia de que o sucesso ou a chegada a um objetivo sejam frutos de planejamento, mérito calculista ou escolhas perfeitas. Pelo contrário, o eu-lírico apresenta uma trajetória marcada pela vulnerabilidade, pelo erro e pelo acaso. Cacos” é, acima de tudo, um poema sobre sobrevivência. Não sobre perfeição, nem sobre sucesso absoluto, mas sobre continuar caminhando mesmo em ruínas. E talvez seja exatamente isso que lhe dá força: ele reconhece que muitos seres humanos chegam ao fim da jornada não inteiros, mas remendados — e ainda assim chegam. Pode ter outro sentido intrínseco e recôndito que só o autor pode dizer.

CACOS 19.05.2026-8:30

  CACOS Se eu cheguei onde estou Nada foi pensado Tudo foi por acaso Porque muitas vezes Estava correndo Aos trancos e barrancos Apressado Às vezes absorto Ou confiante Acabei tomando muitos Caminhos errados Estavam cheio de armadilhas Eram becos sem saida Labirintos Abismos Sinais trocados… Quando me dei conta Estava completamente perdido E atrasado Já cheio de dúvidas Quando retornei Para corrigir o rumo Mais de uma vez Peguei desvios Atalhos E ao final, Lá estava eu no mesmo lugar Com receios Inseguro e em frangalhos. Durante minhas andanças Pelas veredas Eu recolhia migalhas Que ficaram por aí Colando meus cacos Como colcha de retalhos Mas, mesmo ferido, Finalmente, Cheguei a salvo! Paulo Rebelo, médico escritor e poeta P.S. Inspirado em EU MAIOR, de Rubem Alves. O poema é de cunho existencial: o EU-lírico dividido. Há minha autobiografia embutida nele. Quando escrevi o texto numa só toada, pensei nas coisas que planejei e deram errado o...