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SEM SENTIDO

 🖋 SEM SENTIDO* Por Paulo Rebelo  Eu sei, eu sei… Pode parecer estranho E sem sentido O que vou te dizer: Hão de falar que estou insano, Tampouco sou espírita Não foi nada psicografado, mas em mim incorporado É como pacientes que um dia atendi Estivessem à noite ao meu lado (muitos já mortos) E dissessem sussurrando em meus ouvidos: “Escreva sobre a minha dor, doutor”. (No fundo, também, é a minha própria) Paulo Rebelo, o médico escritor e poeta. Nota: houve um tempo em que a imagem de pacientes que eu atendia durante o semana eram tão nítidas, que parece que vinham conversar comigo durante minhas longas horas insone durante as madrugada.

ANÁLISE E CRITICA DE RECOMEÇO

O poema “Recomeço”, de Paulo Rebelo, é marcado por uma tensão existencial que dialoga diretamente com o espírito de Fernando Sabino em O Encontro Marcado. Vamos analisar e criticar alguns aspectos centrais: --- ✒️ Análise Literária - Tema central: O texto aborda o dilema humano diante da necessidade de seguir em frente, mesmo quando o peso da angústia e da repetição parecem aprisionar o sujeito. É um poema sobre persistência, mas também sobre o ciclo da resignação e da recaída. - Estrutura: Versos livres, sem rima ou métrica fixa, reforçam a ideia de fluxo interior e espontaneidade. Essa forma aberta espelha o movimento de recomeçar, sem moldes rígidos. - Linguagem: Simples, direta, quase confessional. O tom é íntimo, como se o eu lírico estivesse em diálogo consigo mesmo. Isso aproxima o leitor da experiência emocional. - Imagens poéticas: A repetição de expressões como “não poderia” e “era preciso” cria um ritmo de insistência, traduzindo a luta interna entre o impulso de avançar e o...

RECOMEÇO

RECOMEÇO* Por Paulo Rebelo  Ao final de tudo Restava apenas  Um profundo sentimento: A certeza de que Eu teria que seguir adiante, De que não poderia voltar atrás, De que não poderia ficar parado, De que era preciso Continuar sonhando, Que não poderia ficar calado. Contudo, após algum tempo  Resignado, Mais uma vez, Voltei à velha angústia, Aquela terrível Sensação absurda De estar de volta ao mesmo lugar, Onde tudo havia começado, Reiniciando minha vida A partir do nada. Paulo Rebelo, o médico escritor e poeta da Linha do Equador. Nota: *poema inspirado em O ENCONTRO MARCADO de Fernando Sabino.

AS FALAS e CRÍTICAS CONTRA OS EUA

https://youtube.com/shorts/1UqQm9W5lTE?si=xDaaR6b7R1W-HuqH A respeito da fala de notáveis americanos contra o seu próprio país.  Veja, todas as críticas que se fazem ao poderio dos EUA são pertinentes, mas aí está a grande diferença entre os EUA e o resto do mundo: liberdade de expressão, que incomoda muita gente. Em outros países como o Brasil de Lula, suas críticas ácidas poderiam ser tomadas como pessoal, censuradas, eles cancelados, banidos das redes sociais e no extremo, tornando-se presos políticos. Uma das coisas que mais admiro nos EUA é a sólida democracia, espelho para o mundo onde a liberdade de expressão é a pedra fundamental de sua evolução humana. Poderia ser modelo para nós, mas o país optou por regulamentar as redes sociais, praticando a democracia relativa. Os EUA vivem se reinventando. Através de seu povo multifacetado há uma contínua crítica e autocrítica à sua sociedade, sobretudo, ao governo e ao propalado American Way of Life. Veja que notáveis acadêmicos...

AS CONTRADIÇÕES DA BURGUESIA SOCIALISTA

As contradições da burguesia socialista; ataca as elites a qual finge não pertencer, enquanto demagogicamente protege as classes inferiores, frequentando museus e palácios suntuosos, tomando chá das cinco, lendo Rousseau, degustando sua deliciosa Madalaine de Proust, o som de uma bela música clássica, denunciando sua hipocrisia.

AUSÊNCIA POEMA ANÁLISE POR I.A.

 📖 Análise Literária do poema Ausência O poema de Paulo Rebelo, “Ausência”, trabalha com a temática da perda e do vazio existencial. A estrutura é marcada por versos livres, sem rima fixa, o que reforça a fluidez da experiência emocional descrita.   - Tema central: a ausência é apresentada não apenas como falta física de algo ou alguém, mas como uma força que invade o sujeito, preenchendo-o paradoxalmente com o vazio.   - Imagens poéticas: metáforas corporais (“arde o peito”, “corre por entre minhas artérias”) intensificam o impacto da ausência, transformando-a em experiência física e visceral.   - Contradição: há um paradoxo entre liberdade e prisão — o espaço da ausência dá liberdade, mas também aprisiona na solidão.   - Temporalidade: o eu lírico sente-se “tão efêmero, tão mortal”, revelando uma consciência aguda da finitude humana.   🧠 Análise Psicológica Do ponto de vista psicológico, o poema pode ser lido como expressão de u...

HANNA ARENDT

 Já tinha nos avisado setenta anos atrás: o verdadeiro perigo não é fazer as pessoas acreditarem em mentiras. É fazer com que desistam completamente da verdade. Hannah Arendt, filósofa política alemã, sobreviveu à ascensão do nazismo, fugiu da Europa e passou o resto da vida perseguindo uma pergunta assustadora: como uma sociedade “civilizada” consegue cair num pesadelo totalitário? Em 1951, ela publicou As Origens do Totalitarismo — um livro que hoje soa ainda mais atual. A ideia central de Arendt era simples e brutal: regimes totalitários não vencem convencendo. Eles vencem destruindo a capacidade das pessoas de pensar. E ela resumiu isso numa das suas frases mais famosas: > “O sujeito ideal de um regime totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convicto, mas alguém para quem a diferença entre fato e ficção — entre verdadeiro e falso — já não existe.” Leia isso de novo. O objetivo não é fé. É confusão. É cansaço. É jogar tantas mentiras, versões e contradições em ci...