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A DESPEDIDA

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  ADEUS (A viagem) Adeus! (Para mim) A viagem acabou. Último ponto, Era a parada final Da estação. Há um misto De fim E novo começo Estranha sensação De saudade E resignação, Minha futura morada, Um novo endereço. Quando vim ao mundo, Desde a viagem inaugural, Parecia tão teatral. Não era ilusão; Foi real. A vida inteira foi assim: Inesperado, Sem tréguas, Sem regras, A caminhar Mil léguas. O mundo do avesso, Invertido, De ponta-cabeça, Mal compreendido, Com sinais trocados E, eu, surpreendido, Desencontrado, Muitas vezes, Solitário, às vezes, Completamente perdido. E, quantas vezes, Peguei atalhos. Pois, lá do alto, Ventava muito, O andaime balançava, E eu, desequilibrado. Tive medo de morrer, Assustado. Finalmente, Há de terminar A angústia A sofreguidão As horas perdidas As dores sentidas A espera doída. Na caminhada, Criou-me expectativas, Desilusões. Tive frustrações, Dissabores E decepções, Mas a vida deu-me Um saldo de sonhos, Esperanças, Alegrias E ilusões. Ofereceu-me O cé...

THE GOOD AND THE EVIL

 THE GOOD AND THE EVIL Poem by Paulo Rebelo Inspired by the writings of Gabriel García Márquez and a tribute to him.  💐💐💐 The bad part from my conscience keeps telling me To continue defying my destiny, Which it forsees how it will be; Only to continue like exactly like this, a lonely life, monotonous and insipid as if that was a waste Of my existence. And that's why Inevitably I sin, Becoming a constant Transgressor of good morals, A child playing with fire, a renegade, One next to an  Irrational animal, An incurable perpetrator of sins, most venal, socially accepted with veiled convictions And no punishment, However, I do not pass unscathed; Here I am free,  but with some guilt, because I'm a vivid contrast that reminds me with some morbid pleasure To what worlds I belong to And I ended up with the conclusion That I'm in both of them, who cohabitately Inside of me, Like Siamese sisters; The good and the evil. And when I see them walk away from each other, I sigh...

THE LEAF

THE LEAF by Paulo Rebelo An eternal existential anguish,  Atrocious eagerness In the labyrinths of life... Time runs against the human being And he searches for living a life that he has never lived, Life that doesn't satisfy him, An endless incompleteness. Then, freedom is a feeling Such is the voluptuousness, A meager word to define what the soul is looking for Amidst the vastness of nothingness. Uncertainties ensue, Whose only guarantee It's just that nothing is everlasting, Everything is so obscure, Eternally fleetingly.  Thus,  he is like a leaf  Fallen from a tree,  blown by the wind  to realize  of frugality  and fragility  Of life...  Paulo Rebelo, the poet doctor.

A FOLHA

A FOLHA Por Paulo Rebelo A eterna angústia Existencialista, Atroz sofreguidão  Nos labirintos da vida... O tempo  Corre contra o ser humano  E ele se apressa mais célere E procura viver  O que nunca viveu, Vida que lhe não satisfaz, Eterna incompletude  Que não cessa jamais. Então,  A liberdade é um sentimento  Diminuto tal é a volúpia, Para definir o que busca em meio à vastidão do nada. Sobrevêm incertezas,  Cuja única garantia  É que nada é perene,  Tudo é tão obscuro, Passageiramente eterno. Assim, Ele é como uma folha Caída de uma árvore,  Levada pelo vento Para se dar conta  Da frugalidade E fragilidade  Da vida... Paulo Rebelo, o médico poeta.

0 MULTIMILIONÁRIO

O MULTI BILIONÁRIO Acordei multibilionário. Não imagines que eu esteja delirando ou alucinando, Que eu realmente esteja deitado sob rios de dinheiro Ou que minhas ações tenham valorizado 1000% nas bolsas de valores do mundo. Sim, estou multibilionário e muito mais que isso, mas não como deseja a maioria dos homens e que poderiam me invejar E até me matar, Seduzidos pelo amarelo do ouro, Pela pureza translúcida dos diamantes, Pelo verde da esmeraldas Ou o azul turquesa da safira, Todos encegueirados e afoitos para possuir todos os bens materiais desse mundo, Ter todos a seus pés. Minha fortuna é outra! Não preciso guardá-la num cofre a sete chaves. Não preciso escondê-la debaixo da cama, Tampouco enterra-la em algum lugar no campo, Onde poderiam desconfiar que lá estaria meus dólares no fim do arco-iris, Imaginando que eu ao morrer, iria levá-los para a minha tumba sob uma gigantesca pirâmide, repleta de labirintos sem saídas, Demonstrando a todos e para a eternidade que eu fora o mais ...

PIRILAMPOS

PIRILAMPOS Uma coleção De luscos fuscos Ocorre dentro de mim. No fundo, Sou um amontoados  De recortes aqui acolá. Partes soltas de mim, Meros retalhos... São pontos  Dispersos no escuro, Pirilampos Distantes entre si, Tentando freneticamente  Se connectar... Paulo Rebelo, o médico poeta.

ACALANTO*

🖋ACALANTO "Oh, chuva  Com as bênçãos  De Deus,  Lave a minha alma! Leve para distante Minhas dores, Acalme a minha consciência, Afaste de mim Meus pesadelos, Meus temores! Restaure meus sonhos Perdidos, Desperte o que existe  De melhor em mim  Há muito tempo adormecido, Enxugue meu pranto Dando-me esperanças  E, no teu colo, O acalanto". Paulo Rebelo, o médico poeta.