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EDUCAÇÃO SEXUAL

A EDUCAÇÃO SEXUAL ESCOLAR. Educação sexual infantil nas escolas, sim, mas a quem delegar tal importante questão? Quais instituições de credibilidade e quem formariam o conhecimento de crianças e adolescentes com responsabilidade e sem influência ideológica? Desconheço país no mundo que tenha isso como política de estado de sucesso. O Brasil pretende de ser o primeiro... Confiarias essa educação à gente, cujas ações e comportamentos são claramente abertos a "todas as formas de amor"?  Agora, sem controle, imagine se o "Kama Sutra" passasse a ser a "bíblia" de cada lar ou livro de cabeceira preferido de crianças e adolescentes... Paulo Rebelo

CUÍRA*

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CUÍRA* Poema de Paulo Rebelo Eu te entendo, Perfeitamente, Meu amigo, Essa tua cuíra, Essa coisa que vem De dentro para fora, Coçando-te o corpo inteiro, Vai rasgando tuas entranhas Até sangrar E não passa nunca; É a cuíra! Também, tenho isso! Dá em crises. Sofro desse mal De vez em quando. Quando penso estar curado, Ela volta. Então, sou solidário à tua cuíra. A cuíra é incurável; Ela não pode ser extinta Só atamancada! Pois, ela dá um bote Quando sufocada. Quem sofre dela É quase que irrecuperável. Um dia, A cuíra quase me matou. Ela não faz isso por maldade. Era só saudade. Ela é assim mesmo: Ousada, Abusada, Intrusiva, Maníaca, Neurótica! É inconstante, Imprevisível. Vive me atiçando Até o sexto sentido, Chacoalhando sentimentos, Desmoronando meus fundamentos; Subvertendo pensamentos, Causando-me no peito apertamento. Tenho que satisfazer Seus caprichos e vontades, Até que ele sossegue um pouco Após um banho no igarapé. De tanto lutar contra ela, Desisti; aceitei que eu sou a própr...

AMOUR ET PASSION

AMOUR ET PASSION Par Paulo Rebelo Tradução de Ange-marie Ferreira D'almeida Un jour, Sans raison Ni sens, Par pur charme  ou magie, C’était notre seul destin, Nous nous jetons à l’encontre De l’un et de l’autre, Sans chaines, Alors, Languissants, Ardents.   Nous nous aimons Durant les nuits chaudes d’été Intensément et sans cesse, telle la volupté de nos corps impitoyables, Désirs et sens, En ébullition complète. Deux inconséquents, Nous nous baignons dans les eaux Sauvages en aval de la rivière, Unis Sans entraves Librement Tout Nous était permis.   Comme ça, Sans Retour,   La passion, En fin de nuit, Versée dans la fraicheur  profonde De l’immensité du serein  Mer bleue  Oint  Quand un grand Amour  Nous a été Conçu pour toujours      Paulo Rebelo, l’écrivain du temps

LA POUPÉE

LA POUPÉE Chronique de Paulo Rebelo Tradução de Ange-Ange-marie Ferreira D'almeida Il y a trente ans  quand j’étais jeune médecin  j’ai consulté une dame. Pendant des années je l’ai traitée D ’hypertension artérielle et de problèmes cardiaques  jusqu’à maintenant près de ses  cent ans. Un trait de  sa personalité m’a attiré l’attention : la sérénité. C’était une fervente catholique. J’ai l’habitude de surprendre  mes amis et patients. J’ai profité de l’appel téléphonique  de sa fille  pour  décidé de lui rendre visite et porter un  gâteau pour commémorer le moment. Elle était déjá devenue une cardiaque  avancée et depuis quelque temps ele avait une mauvaise vue  et une démence liée à l’âge, choses pour moi inconnues à l’époque.  Ce vendredi après midi fût agréable Mais en même temps me donnait  du vague à l’âme. Je me suis rendu compte que malgré son grand âge,. elle allait  bien, mais mentalement elle avait l’âg...

TU SENTES?

TU SENTES? (Para Bernadete/Texto de Paulo Rebelo) (Numa manhã ensolarada, diante do mar, o poeta e sua musa abraçados. Num estado onírico, ao longe, ele imagina três belos deuses; o mar, o vento e o sol maravilhados pela beleza dela e nessa atmosfera, ele sussurra em seus ouvidos) Amor meu, Tu sentes o que sinto? As ondas do mar azul como um deus te observam com encanto, provocando em mim receios incontidos! Temo que elas te carreguem para distante... Juras que não percebes o vento de proa, desalinhando teus longos cabelos negros? Não vês que os matinais raios de sol maliciosamente beijam a tua pele, fingindo não te dourar ao te acariciar, levando-me à crise de ciúmes de ti?! Tu és bela; não há como evitar tal paixão, pois o teu belo sorriso monalístico te trai pelo prazer que, no momento, infinitamente, sentes pela atração que despertas nos deuses da natureza. Assim, nós nos rendemos à ti, meu amor; somos todos teus agora... (eu, a natureza aos teus pés com o poema que ora te escrevo)...

A BURGUESIA SOFISTA

A BURGUESIA SOFISTA Por Paulo Rebelo A rejeição ao atual presidente é tamanha, que beira a insanidade e, curiosamente, a onipresente cultura do cancelamento da "burguesia socialista" age livremente usando e abusando de apodos, tais quais Bozo, Bozonaro, Boçanaro, Bolsoasno, Bolsonazi, Bolsomerd@, Bolsobost@, Bolsominions, alguns sem sentido como fascista, nazista, genocida e etc., sem que haja a mesma política de controle por parte das mídias sociais, para coibir o discurso de ódio dessa gente. Essa caterva bem criada, culta e intelectualizada, mas nem tanto, cuja a educação, nota-se, é apenas de fachada, não consegue explicar claramente como apregoa a moral e ética nas relações humanas quer pessoais, familiares, trabalhistas, quer sociopolítico-econômicas, alardeando lutar por uma educação pública de qualidade superior, mas enaltece um ex-presidente que é condenado por corrupção e apedeuta, à guisa de tê-lo como um grande humanista. Ocorre que estar associada à imagem des...

MINHA VERDADEIRA IDADE

MINHA VERDADEIRA IDADE. Paulo Rebelo Minha idade  É contada  De outra forma. Conto meus anos de vida Pela somatória  Dos anos de vida  Dos outros; São meus amigos  E familiares  Ao meu lado. Daí ao certo, Não sei  Minha idade exata. Assim,  Tenho algumas centenas  De vidas e então,  Se contar com aqueles  Que já se foram,  Terei mais de um milhar De anos,  Pois minha vida  Não é só uma,  É a vida de outros; São muitas! Sou uma sucessão delas,  Marcadas, Fragmentadas, Retificadas, coladas. Remendadas, Purificadas, Cicatrizadas, renovadas Curadas... Eis que vejo  E sinto o mundo Através de seus olhos,  Ouvidos, seus sentidos. Por isso tenho tanto  Para te dizer. Sou um livro inacabado  De contos e crônicas, Poemas e poesias, Borrões e reticências... Uma coleção  De histórias alegres, Outras nem tanto, Muitas com final feliz, Algumas ainda  Por findar. Uma novela sem fim, Onde nela...