REPÚBLICA DAS BANANAS

REPÚBLICA DAS BANANAS

Por Paulo Rebelo


A espetacular invasão americana na venezuela é uma tragédia anunciada. Há muitos anos sabíamos o que lá ocorria politicamente, e o governo de Lula falava que lá existia democracia plena. 


Ao assistir o bombardeio de Caracas ao vivo, imaginei estar assistindo algum um filme démodè de guerra de tão banal e surrado, que a violência se tornou. Em tese, sim, a invasão americana é absurda e reprovável, mas quem em sã consciência se importa diante da tragédia humanitária provocada pelo chavismo? Condenar cegamente a invasão seria eu estar aliado a Maduro. Estou ao lado dos milhões de venezuelanos que agora celebram entusiasmados a queda de Nicolás Maduro. Ansiava por sua queda e esta veio através de ajuda externa, haja vista a impotência de seu povo completamente desmoralizado pelo socialismo bolivariano do século XXI. Estranhávamos o alinhamento de Lula com Maduro.


Assim o ataque imperialista americano, que imaginava coisa do passado distante voltou e agora entendemos o porquê.


Tragédia maior mesmo é o sofrimento de seu povo sob o comando de Maduro. É perversidade e má fé creditar a invasão ocorre apenas por puros interesses econômicos. O valor do petróleo é infinitamente menor do que a liberdade. Esse é o seu preço. O povo abre mão da soberania da Venezuela pela LIBERDADE. Nesse caso, quem se importa com a invasão americana, atacando a soberania e integridade territorial da Venezuela quando a vida de milhões está ameaçada? 90% vive na pobreza.


O que interessa ao mundo é a paz, paradoxalmente, obtida através da guerra. Absurdo e desconfortável assistir coisas que mal entendemos e que fogem ao nosso controle, mas assim caminha a humanidade. 


VENEZUELANOS MUNDO A FORA CELEBRAM A LIBERDADE. Sempre há a ressaca depois da festa. Há muito que reconstruir na Venezuela.


Assistimos ao vivo a história em puro movimento. 


Paulo Rebelo, médico escritor e poeta

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