Admiro esta página virtual. Parabéns. Serei seu estudante de filosofia, brevemente. Quanto à matéria/vídeo promocional, assunto comum e a senhora ainda que charmosa é um tanto soberba e démodé. Diante de tanta erudição, conhecimento, intelectualidade demonstrados, tenho um comentário e pergunta a fazer de "conotação filosófica".
Antes dizer que estou com 70 anos, médico atuante, casado com médica e com todos os cinco filhos na área médica, portanto acumulei experiência, sapiência e maturidade, porém ciente de meus limites cognitivos e por isso a pergunta. Algo me incomoda nas ciências humanas, basicamente, eurocêntrica, ainda que pareça universal e bastante criticada por ser elitista e caucasiana. Eis a minha observação.
Era criança em 64. A maioria dos adultos dizia que era bom viver no Brasil nas décadas de 50-60. Meu pai, tios e seus amigos queixavam-se das greves intermináveis, que paralizavam o Brasil. Lembro-me de Janio Quadros. Só soube(mos) que houve a ditaduta militar, quando ela chegou ao fim com a anistia ampla, geral e irrestrita em 1979, quando a verdade (dita e omitida pelos vencidos) foi amplamente exposta. Após isso, grandes brasileiros (FHC, Serra, Brizzola e etc., muitos exilados, presos politicos, refugiados, guerrilheiros, assassinos, assaltantes de bancos, fugitivos, criminosos comuns foram libertados. Essas pessoas passaram a ocupar todos os campos do conhecimento nacional em escolas, faculdades, universidades, instituições públicas das mais variadas. Acontece que o Brasil, em vez de avançar na educação com esse fantastico capital humano, retrocedeu e passados 50 anos o Brasil, ainda hoje continua jogando nas costas da Revolução de 64 todo o seu subdesenvolvimento humano. Até quando? A coisa mais maçante é assistir "Ainda estou aqui", "Mariguella", "O que é isso companheiro?", "O agente secreto". Bons filmes, mas tendenciosos.
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