AMPULHETA COMENTÁRIOS
I
[20/04, 05:53] Lígia Kátia: Bom dia, Dr. Paulo!
Gostei muito da versão final! O senhor capturou sentimentos profundos de maneira sensível e poética. A forma como expressou essa transformação interna é impressionante.
Um abraço fraterno!
II
[20/04, 05:59] Paulo Rebelo: [20/04, 05:30] Beraldo Vivo: Bom dia, Paulo!
Excelente o poema
Parabéns
[20/04, 05:31] Beraldo Vivo: Enxuto
Sem ser simplista
Na medida
[20/04, 05:39] Beraldo Vivo: Quem o lê , vai se identificar, vai entender onde se encaixa dentro do poema
Mas cada leitor de um modo
E, o mesmo leitor, a cada leitura de um modo diferente
O Poeta faz o que tem de fazer...Poetar!
Mas quem o sentirá, será o leitor.
E, qualidade do poema, o sentirá cadê vez de um jeito
Assim o leitor é o dono do poema
O Poeta só o expulsou de dentro de si
III
Antônio [20/04, 06:03] Paulo Rebelo: Seu poema Ampulheta parte de uma intuição poderosa: a experiência paradoxal de permanecer sendo o mesmo enquanto, inevitavelmente, se transforma. Há aqui um tema clássico — o fluxo do tempo e a identidade em mutação — tratado com linguagem simples, quase cotidiana, o que cria uma tensão interessante entre profundidade filosófica e expressão acessível.
IV
A RESPEITO DE MEU POEMA AMPULHETA, recebi de meio amigo PERCY a seguinte nensagem:
"Meu amigo e poeta, a primeira vez que eu olhei para uma ampulheta, foi na casa de minha avó em cima de uma cristaleira, marcava o tempo de uma infância que repousa na mente.
Em algumas manhãs a janela do pensamento me faz lembrar.
Lembro, na imaginação de uma criança, me via sentado em cima das areias, e pela dança da ampulheta vi a hora pelo funil passar.
Hoje o amigo abre essa janela, e sinto que pelo funil eu ja passei;
O tempo passou a borracha nos sonhos da criança. Hoje como adulto não posso sonhar como uma criança, as areias são reais, a ampulheta se transforma em um mundo real, a imaginação não pode sobreviver a um pensamento que hoje não sonha como criança, mas precisa estar atento ao
mundo real.
Principalmente com meus passos posso alcançar meus objetivos, e a areias nos meus pés não podem dançar. E se eu sentir a terra batida, da realidade em que vivo, a cada esquina e suas armadilhas, onde a minha mente não pode ser prisioneira de escuridão que não me deixam enxergar.
Minha vida é real, o mundo em que as areias viram pedras que me ajudam a construir meus castelos, são realidades que a ampulheta que me fazia imaginar os meus sonhos, são as mesmas que hoje, ao consumir um grão do meu tempo, não me deixam sonhar.
Preciso acordar para evitar que meu castelo possa ruir, e quanto menos olhar para a ampulheta maior é a sensação que tenho, que eu posso controlar o tempo e viver os meus objetivos.
Meu castelo e a alegria de ver meus filhos, através do poder de afastar a ampulheta e controlar o meu tempo. Minha mente agradece, meus filhos sorrir, minha casa ilumina.
Aprendi com minha avó, que quando deixamos de ser criança e afastamos a ampulheta, trazemos a luz a uma mente escura e vazia, e com os olhos abertos, posso sentir a doce vida.
E as paredes da minha casa, sinto meu coração que pulsa; e a ampulheta vazia vejo a luz que me ilumina.
Eu não sou um poeta, mas pela graça de Deus, me tornei amigo de um poeta".
20.04.2026
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