BETH E EDUARDO
Há uma história por trás disso. Ei-la. Esse grande homem (o irmão mais velho que nunca tive), acabou falecendo desse AVC.
A sua esposa me lembrou desse poema escrito há muitos anos e eu havia arquivado e nunca publiquei.
Alô, Maria, boa madrugada! Encontrei o texto do Pedro-Visitando um amigo. Mande-me o teu e-mail. Uma sugestão: creio que poderia dar um quadro se te aprouver.
Entre uma e outra coisa, passei boa parte do domingo procurando o poema nos meus arquivos, e pimba! Achei.
Ao relê-lo, lembrei-me do momento meio que aflito e ansioso em que esperava encontrar o Pedro consciente, ainda que sonolento ou torporoso pelo AVC, e ao vê-lo com sua consciência totalmente abolida, emocionei-me a ponto de chocado, temi pela sua vida; custou-me a aceitá-lo naquele estado, um homem outrora tão espirituoso. Prontamente, me refiz logo imaginando estar conversando com ele. Foi algo instintivo e quase que natural. Conscientemente montei um cenário na minha cabeça em que o visitava na sua casa ainda enfermo, mas acreditando que logo estaria em convalescença. Por uma questão de privacidade, troquei nossos nomes no poema; eu, José e ele, Pedro.
Uma breve explicação sobre o nosso distanciamento um do outro. Isso ocorreu quando ele tornou-se magistrado (infelizmente, por questão na minha agenda de trabalho não pude ir na sua posse), o que o fez um homem muito ocupado, imagino. Senti muito a sua falta, pois me divertia com sua espirituosidade, inteligência e conhecimentos gerais, por isso me identificava com ele, além de ser mais velho e experiente. Nunca lhes disse isso: eu o via como um de meus irmãos mais velhos que nunca tive.
Espero que gostes ainda mais do poema depois da história por trás dele.
Um abraço fraternal!
🌸❤️
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