MEU ALGOZ

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Por Paulo Rebelo


A vida


Contra qual eu luto


Todo santo dia,


Está dentro de mim.


Digladio-me pelo que fiz,


Deixei de fazer,


O que disse ontem


E me arrependi,


Pelo que deveria te dito


E me calei,


Fingi.


Vou descobrir o que me faz feliz


Bem longe daqui,


Talvez no metaverso de mim.


Pois, vivo buscando demais,


Corro atrás,


A vida me fez assim.


Sou meu eterno algoz,


Onde se vai,


Bandido ou heroi


Nunca chego ao fim.


🌺❤🌺


Paulo Rebelo, o poeta da Linha do Equador.


P.S. Inspirado no poema “É contra mim que eu luto”, do poeta português Miguel Torga (1907).


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