LULA: GENTE COMO A GENTE
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A pergunta que me faço é como é possível a eterna e despudorada aceitação pública das asneiras, nesse caso, de duplo sentido, até em tom de gracejos ditas, teatralmente, pelo crápula do Lula, indivíduo asqueroso, apedeuta, mitômano, bravateiro e bilontra. Ao meu ver isso há duas explicações: a primeira da parte dos miseráveis das classes C, D e E, que lhe endeusam, estes riem por serem ignorantes e néscios, vendo em Lula seu semelhante que lhes dá atenção, lhes faz promessas e os favorece com o assistencialismo governamental; Lula é "gente como a gente". Diga-se o que disser essa manada de imbecis continuará fiel a Lula. Em segundo lugar, não menos importante, o que dizer de acadêmicos, intelectuais, educadores, professores, artistas, jornalistas, sindicalistas, magistrados, universitários e financistas de verve socialista, que votam em Lula? É um extenso grupo articulado e influente por serem descritas como formadores de opinião, manipulando descaradamente as classes inferiores. Na minha opinião, são oportunistas e fisiologistas. São ingenuamente utópicos, mas são perigosíssimos, pois com o poder social que tem são capazes de em nome da defesa da democracia incentivar o povão a fazer o trabalho sujo revolução social como a invasão, ocupações e depredação de instituições públicas e privadas. A maioria é educada e culta, inteligente e intelectualizada, autointitulada humanista, que ao reproduzir cuidadosamente a cantilena ideológica socialista de Lula, seu líder, busca passar a falsa impressão de que, verdadeiramente, se importa com o povo por ser justo, tolerante, benevolente e por que não caridoso. Além disso, posar de um grande ser humano "consciente" e "esclarecido" lhe faz muito bem para sua alma, pois mascara o seu conhecido egocentrismo que choca. Apaga a péssima ideia que o povo desconfiado tem das classes média, na figura dissimulada do pequeno ao grande burguês socialista (que está muito distante dele), o que já é uma grande contradição, pois ainda que tente esconder as aparências ou mentir, este indivíduo hipócrita carrega todos os vícios e defeitos da tradicional burguesia de onde é oriundo como a ostentação, exibicionismo, exclusividade e privilégios e vantagens, denotando sua grave falha de caráter.
Paulo Rebelo, médico.
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