A DOR CERTA
A DOR CERTA
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A dor tem mil formas,
Sabores,
Cores e odores.
Mas, a que enleva
Ă Ășnica
E vicia.
Ă como a ĂĄgua
Que sacia.
NĂŁo Ă© doce
Nem salgada,
Até algo amarga.
NĂŁo Ă© quente
Nem fria,
NĂŁo Ă© ĂĄcida
Nem azeda;
Ă salobra,
Tépida
E pulsante,
Levemente Ășmida
E picante.
NĂŁo tem cor
Nem odor certas;
Tem a cor e o odor
De pecados veniais.
Eis que surgem
Saborosas,
De repente
Como grandes surpresas,
No momento das horas
Incertas
Completamente
Irracionais.
Paulo Rebelo, o médico poeta.
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